Paróquia dos Prazeres

Um pouco de História

Quando em 1962 nasce a paróquia dos Prazeres, a sua sede permanece em Alcântara. Um ano antes, em 8 de dezembro de 1961, junto ao cemitério dos Prazeres, é benzida a primeira pedra da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, uma obra projetada pelo arquiteto João Simões que surge como "uma necessidade de primeira ordem". "Apesar das tremendas dificuldades financeiras com que nos debatemos e, - porque não dizê-lo - das dívidas que pesam sobre os nossos ombros, e apesar dos tempos calamitosos em que vivemos, não desanimaremos", refere um texto publicado no Boletim Salesiano de março de 1962, citado pelo atual pároco, padre Manuel Pinhal, num opúsculo que elaborou para assinalar a efeméride. "O Senhor Cardeal Cerejeira deixou construir esta igreja com a condição dela ser depois a matriz de Nossa Senhora dos Prazeres, enquanto não se arranjasse terreno e se fizesse uma igreja para a própria paróquia".

A sagração da igreja acontece em 30 de janeiro de 1964, numa celebração presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, na época, monsenhor Maximiliano de Fürstemberg. "Foi demorado o ato consecratório", relatam as crónicas da época, sobre a celebração que contou, ainda, com a presença das relíquias de São João Bosco, São Domingos de Sávio e dos mártires São Timóteo e Santa Daria.

No dia 31 de janeiro de 1964, o arcebispo de Évora, D. Manuel Trindade Salgueiro, preside a um solene pontifical com a presença, também, do Presidente da República, Américo Tomás.

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"...em 8 de dezembro de 1961, junto ao cemitério dos Prazeres, é benzida a primeira pedra da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora."

Atualmente, além da igreja dos Prazeres, a paróquia tem mais dois lugares de culto: a capelinha do Senhor Jesus do Triunfo e a capela do Palácio de Nossa Senhora das Necessidades. Esta última, segundo o padre Pinhal, está mais ligada à paróquia de são Francisco de Paula. "Há cerca de 30 anos a igreja de São Francisco de Paula esteve em obras e nessa altura o seu pároco fez um acordo com o padre Amador, pároco nos Prazeres daquela época, de cedência da capela do palácio que não estava aberta ao culto. Ainda hoje essa capela se mantém ligada à paróquia de São Francisco de Paula", observa o sacerdote religioso.

Vida pastoral

Em termos civis, Prazeres é uma antiga freguesia de Lisboa, extinta com a reorganização administrativa de 2012 e anexada à nova freguesia da Estrela. Segundo números dos Censos de 2011, tem uma população de cerca de 8 mil habitantes, e para ir ao encontro das necessidades desta população a paróquia desenvolve uma pastoral que procura englobar o apoio desde os mais novos aos mais velhos. Embora seja uma paróquia confiada à comunidade religiosa salesiana, na sua orgânica, a paróquia dos Prazeres tem um conselho económico. Tem um grupo de leitores, Ministros Extraordinários da Comunhão, visitadores de doentes, em que "alguns são da paróquia e outros de fora", observa o pároco.

No que se refere à pastoral catequética, nos Prazeres há um grupo de cerca vinte catequistas e dez jovens animadores, com a particularidade de que "à medida que os jovens vão sendo crismados vão-se inserindo no grupo de animadores" que dão apoio aos catequistas, explica o padre Manuel Pinhal. Cerca de 100 crianças frequentam, atualmente, a catequese da paróquia, que "é independente da catequese da escola salesiana, frequentada por cerca de oitocentos alunos", ressalva. No entanto, também muitas destas crianças que frequentam a catequese na paróquia não são provenientes da área paroquial, "talvez por causa do horário", justifica o sacerdote.

Ainda nesta dinâmica juvenil, que é carisma salesiano, existe um agrupamento de escuteiros do CNE com cerca de cem elementos, e vinte dirigentes, numa aposta que, segundo o pároco, tem resultado. "Estou contente porque conseguimos fazer a união entre a catequese e o grupo de escuteiros", observa o sacerdote que há cerca de trinta anos fundou o Agrupamento 79 dos Prazeres.

No que diz respeito ao apoio aos mais idosos já existiu na paróquia um convívio de terceira idade, e atualmente há um trabalho que se desenvolve com o Banco Alimentar. Numa coordenação conjunta com um organismo de solidariedade da escola Salesiana (Solidariedade Salesiana), a paróquia contribui na distribuição de alimentos a cerca de 40 pessoas. “Pelo Natal foram distribuídos, também, 68 cabazes a famílias carenciadas que estão referenciadas pela paróquia”, destaca.


Conteúdos adaptados do jornal Voz da Verdade


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