Frederico Pimenta
Sobre as OSJ, sobressaíram dois títulos: “Os alunos das Oficinas de S. José visitam Setúbal” e “Festa dos Ex-alunos”. […] A primeira paragem foi na igreja de S. Júlio, aí “(…) tendo o magnifico grupo coral feito ouvir alguns numeros de música sacra (…)”. De realce, a saudação feita às autoridades locais: “(…) seguindo depois a cumprimentar as entidades oficiais (…)”. Na Quinta das Palmeiras decorreu o almoço “(…) que eles devoraram com grande apetite (…)”.
Linhas convergentes
Releitura dos documentos originais da história dos Salesianos em Portugal. Trabalho ímpar de tantos investigadores, com especial destaque para o Pe. Amador Anjos, historiador, conhecedor profundo e inspirador de dissertações e teses sobre a vida e obra dos Salesianos em Portugal.
Notícias de Lisboa – 1931
Retoma-se aqui o elenco listado no escrito denominado 1931 – A divícia de um carisma, anteriormente redigido nestas páginas, para completa análise da notícia. Recupera-se, assim, o ano de 1931, concretamente a publicação conjunta do Boletim Salesiano (BS) coevo, referente aos meses de novembro e dezembro. Observam-se as linhas informativas traçadas especificamente sobre o espaço das Oficinas de S. José (OSJ) e as infindas atividades que nele se desenvolveram, permitindo ainda uma observação da dinâmica então usada nestes momentos mais lúdicos e culturais descritos.
Sobre as OSJ, sobressaíram dois títulos: “Os alunos das Oficinas de S. José visitam Setúbal” e “Festa dos Ex-alunos”.
A nota introdutória do primeiro título esclarece que o transporte foi “Em camionetes de carreira Stubal-Calhas-Setubal”. A viagem realizou-se no dia 9 de julho do ano em epígrafe. O Diretor, Padre Ângelo Semplici, liderou os alunos, sendo ainda acompanhados pela banda das OSJ. O Pe. Semplici iniciou, nesse ano de 1931 a direção das OSJ, cargo que exerceu até 1935, passando a administrador e professor.
A primeira paragem foi na igreja de S. Júlio, aí “(…) tendo o magnifico grupo coral feito ouvir alguns numeros de música sacra (…)”. De realce, a saudação feita às autoridades locais: “(…) seguindo depois a cumprimentar as entidades oficiais (…)”.
Na Quinta das Palmeiras decorreu o almoço “(…) que eles devoraram com grande apetite (…)”.
De tarde, a comitiva salesiana visitou, numa perspetiva cultural, os essenciais monumentos da urbe setubalense.
O segundo título anunciado coloca o acontecimento narrado no dia 19 de julho, “(…) a festa em honra do Sagrado Coração de Jesus e de S. Luiz Gonzaga (…)”. A notícia minudenciou os factos ocorridos no encontro da “(…) festa anual dos ex-alunos Salesianos”.

O Diretor do Oratório Festivo de Évora, o Pe. José da Silva Lucas, e o antigo aluno das OSJ, Pe. Joaquim Francisco da Silva, celebraram as missas do período da manhã, nesse dia festivo.
No espaço denominado “(…) salão de atos realizou-se a reunião dos ex-alunos (…) “. Após eleição, o Pe. Joaquim Francisco da Silva foi designado presidente.
“Em seguida foi tirado um grupo fotográfico”. Este documento, cuja importância já referimos, ilustra igualmente este grafado, no que a ele se expõe.
Em ambas as notícias ficaram patentes o rigor e o cuidado com a documentação fotográfica, testemunhas importantes das movimentações da dinâmica salesiana, que, em relação ao tempo atual, se encontra no nonagésimo quinto ano.
No âmbito recreativo e cultural, sob a direção do Pe. José Maria Alves, o orfeão das OSJ apresentou um conjunto de “(…) canções portuguêsas (…)”. O Pe. José Maria Alves distinguiu-se no campo musical, ao nível da composição, tendo estendido a sua atividade, em Lisboa, até 1936.
O encontro concluiu-se com várias interpretações musicais da banda das OSJ.
Dois apontamentos sobre o forte aúste que, anel a anel, consolidou a História desta presença salesiana em Lisboa, e, de acordo com o encontro dos antigos alunos acima descrito, conclui-se “(…) terminando assim a simpática festa”.
- Boletim Salesiano – Órgão dos Cooperadores Salesianos, Ano XXVIIIIII, N.º 6, Novembro/Dezembro, 1931.





