Professores e alunos do 9.º ano
Na passada segunda-feira 27 de abril, o departamento de Geografia dos Salesianos de Lisboa organizou uma palestra para as turmas do 9.º ano, intitulada “Tudo o que Deves Saber Sobre Incêndios em Portugal (em 25 Minutos)”. A apresentação esteve a cargo do Prof. Rafaello Bergonse, docente do departamento, que articulou o tema do risco de incêndio, incluído no programa disciplinar do 9.º ano, com a sua experiência pessoal no domínio do fogo em Portugal. Esta experiência estende-se tanto à investigação científica, com numerosos artigos publicados em revistas internacionais, como ao Ordenamento do Território, tendo o Prof. integrado as equipas técnicas de três Programas de Reordenamento e Gestão da Paisagem e colaborado com a Direção Geral do Território na avaliação de outra medida do Programa de Transformação da Paisagem (Áreas e Operações Integradas de Gestão da Paisagem).
Num período de 25 minutos, foi possível fornecer aos alunos uma perspetiva de conjunto sobre os incêndios rurais em Portugal, abrangendo, entre outros tópicos, a definição legal de incêndio, as suas causas e padrões espaciais, os tipos de ocupação do solo mais afetados, ou as medidas em curso para gerir o fogo através do nosso Território.
Os nossos alunos estão, agora, mais bem preparados para compreender um dos riscos que mais afeta o nosso país, bem como as suas complexidades, tantas vezes focadas e discutidas nos meios de comunicação.
Professores de Geografia 3.º Ciclo
Testemunhos de alunos de 9.º ano
O que mais me chamou a atenção foi perceber que os incêndios rurais são um fenómeno complexo e que poucos incêndios de grandes dimensões são responsáveis pela maior parte da área ardida. Também achei interessante a ideia de que nem tudo o que arde é floresta, mas sim muitos matos, o que mostra que a expressão “incêndios florestais” nem sempre é correta.
Os incêndios são um problema muito grave porque, além de causarem vítimas e destruírem bens, têm impactos ambientais duradouros, como a degradação dos solos. Em Portugal, tornam-se mais perigosos no verão devido ao calor, à seca e, por vezes, ao vento.
Na minha opinião, a prevenção é fundamental. Pequenas atitudes, como evitar comportamentos negligentes e cuidar da gestão dos terrenos, podem fazer a diferença. Percebi também que não basta investir só no combate, sendo necessário mudar a forma como organizamos a paisagem.
Francisco Alvarez, 9.º E
No dia 27 de abril, fomos assistir a uma palestra dada pelo professor Rafaello sobre incêndios rurais, no âmbito da disciplina de Geografia.
Nós considerámos a palestra interessante e muito bem apresentada porque nos permitiu, de forma dinâmica, entender mais sobre o fenómeno.
Adquirimos vários conhecimentos como as causas, tipos e a frequência dos incêndios.
Por último, gostávamos de agradecer ao Professor Rafaello por ter prescindido do seu tempo para nos ensinar.
Mariana Azevedo e Mariana Lopes, 9.º F
O que mais me chamou a atenção na apresentação foi perceber que Portugal é um dos países mais afetados pelos incêndios rurais e que alguns anos, como 2017, foram especialmente graves. Também achei importante perceber que nem todos os incêndios têm o mesmo impacto e que os maiores, apesar de serem menos, são os que causam mais prejuízos.
Os incêndios rurais são um grande problema porque podem causar mortes, destruir casas, prejudicar a natureza e trazer muitos prejuízos para o país. Afetam-nos a todos, mesmo quem não vive perto das zonas rurais.
Ficámos a perceber que para ajudar a prevenir estas situações, devemos ter cuidados extra nos períodos de maior risco, cumprir as regras, evitar comportamentos perigosos e apostar mais na limpeza do mato e na prevenção.
Alice Monjardino Bernardes, 9.º E
Gostei muito da palestra, pois aprendi muito sobre os incêndios.
O que mais me chamou a atenção nesta apresentação foi a percentagem de incêndios cuja causa é desconhecida. Na verdade, ficámos a saber que ou os incêndios não são investigados ou quando existe uma investigação não se chega a nenhuma conclusão. Também fiquei impressionada com o facto de Portugal, apesar de pequeno, ser o país da Europa com mais incêndios.
Agora, penso mais nas minhas atitudes e, por vezes, quando vejo cigarros no chão piso-os para ter a certeza de que estão bem apagados.
Obrigado, professor Rafaello, por nos ter dedicado o seu tempo e por nos ter despertado para esta realidade.
Cayetana Falcão, 9.º E
Testemunhos de educadores que assistiram à sessão
Gostei da apresentação de geografia para turmas de 9.º ano dada pelo professor Rafaello Bergonse. Grande orador, a falar com certeza e conhecimento, o que fez com que os alunos estivessem todos atentos.
Diogo Gonçalves, docente
No passado dia 27 de abril, o professor Rafaello Bergonse deu uma conferência (em quatro sessões) sobre incêndios rurais aos alunos do 9.º ano. Foi uma oportunidade única de aprofundar um tema muito atual (que, infelizmente, dentro de pouco tempo, ficará na ordem do dia em todos os noticiários) e sobre o qual já ouvimos muita informação, embora nem sempre correta ou clara. Pelo contrário, a exposição do nosso colega foi sintética, clara e muito fundamentada, o que constituiu uma belíssima aprendizagem para os nossos alunos e também para professores – pelo menos, para mim! Creio que foi uma boa ocasião para desenvolver aquelas competências tão faladas do currículo, relacionadas com o pensamento crítico. A verdade é que a ideia de que a grande quantidade de eucaliptos é que favorece a existência de muitos incêndios é falsa, uma vez que estas árvores não correspondem a uma percentagem assim tão elevada de área ardida. Também as verdadeiras razões dos incêndios estão por apurar no nosso país, uma vez que cerca de 50% dos incêndios rurais não foram investigados, o que dificulta uma prevenção eficaz. Considero muito relevante que os nossos alunos disponham deste tipo de informações claras e fundamentadas para poderem ser mais críticos no dia a dia e não “beberem” toda a (des)informação que circula pelas redes sociais e que lhes está tão “à mão de semear”. Obrigado e parabéns, professor Rafaello!
Nuno Santos, docente
A apresentação estava muito bem estruturada, com uma organização lógica e coerente dos conteúdos, o que permitiu a compreensão por parte dos alunos. Decorreu de forma fluida, demonstrando um bom domínio do tema por parte do orador, e conseguiu manter o interesse dos alunos ao longo de toda a sessão.
A informação partilhada foi pertinente e relevante, contribuindo para uma aprendizagem sólida. Destaco o recurso a dados atualizados e a gráficos claros e muito bem elaborados, que não só enriqueceram a apresentação como também ajudaram a tornar os conteúdos mais acessíveis e fáceis de interpretar.
De um modo geral, a apresentação permitiu que alunos e professores aprofundassem os seus conhecimentos de forma direta e acessível, contribuindo para uma melhor compreensão do tema.
Rosário Vilhena, docente





