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Festa de Natal do 3.º Ciclo 2025

Desperta, Belém!

Prólogo

É dezembro.
As ruas iluminam-se com luzes e enfeites, as montras aperaltam-se, a rádio preenche o ar com músicas alusivas à quadra e o frio visita a nossa cidade. Aproxima-se o Natal!

Cena 1 | O Presépio dos Avós

7.º B | 9.º B | 9.º C

É tempo de ir ao sótão e abrir a velha caixa de cartão onde ficou guardado o presépio, desde o último Natal. Uma por uma, as figuras ganham vida e ocupam o seu espaço no conjunto: lavadeiras, padeiros, pastores, anjos, os reis magos, Maria, José e a estrela guia.
O presépio do bisavô Nicolau é uma presença indispensável no Natal da família de António. É bonito e carrega muitos anos de história. Contudo, este ano, António sente que este perdeu parte do encanto: ao observar cada figura, já não encontra nelas reflexo da atualidade.
É então que, em conjunto com os pais, António decide perceber quem ou o que é cada uma das figuras do presépio nos dias de hoje.

Cena 2 | Uma Belém apressada

8.º C | 8.º D | 8.º E

Belém é uma cidade como tantas outras, onde tudo se vive à pressa. As pessoas correm de casa para o trabalho e do trabalho para casa, como se a vida fosse uma autoestrada vivida ao limite.

Cena 3 | A Estrela de Belém

7.º A | 8.º A | 9.º A

Uma estrela apareceu no céu a brilhar mais forte do que o restante firmamento e guiou pastores e reis, pobres e ricos, até ao estábulo onde o menino nasceu, deitado numa manjedoura.
Mas, como é possível distinguir a verdadeira Estrela de Belém, aquela que nos aponta o caminho, se vivemos rodeados de luzes e estrelas que ofuscam o nosso olhar?

Cena 4 | O Povo de Belém

7.º D | 7.º F | 8.º F

Quem é hoje o povo de Belém?
As antigas lavadeiras, carpinteiros, oleiros ou aguadeiros eram gente simples, movida pela força das mãos e pela sabedoria transmitida de geração em geração. Eram rostos do quotidiano e sustento da vida, com gestos humildes, mas indispensáveis.
Hoje, esses ofícios deram lugar a operários, médicos, professores, engenheiros, vendedores e a tantas outras profissões que moldam o mundo contemporâneo. Continuamos a ser, porém, o mesmo povo de Belém, cada qual com os seus dons, talentos e vocações.

Cena 5 | Os Pastores

7.º E | 7.º G | 9.º G

Os pastores não figuram no presépio como simples personagens de ofício. Eram homens que viviam para lá dos muros da cidade, junto dos animais, dormindo muitas vezes sob o céu aberto. Carregavam consigo a marca dos proscritos, dos invisíveis, daqueles cuja aparência pouco cuidada revelava vidas duras e esquecidas.
Também, hoje, há sombras que preferimos não ver. Um sem-abrigo ou um mendigo que evitamos no caminho, um familiar ou amigo cuja presença nos constrange, ou alguém que envelheceu mais do que a nossa paciência para o acolher nas rotinas diárias. São rostos que relegamos para a margem, tal como outrora os pastores, e que continuam à espera de ser reconhecidos.

Cena 6 | Os Reis do Oriente

7.º C | 8.º B | 8.º H

Do Oriente chegam Reis Magos, trazendo consigo a fragrância de terras longínquas. Eram estrangeiros e peregrinos que atravessaram desertos de incertezas para se inclinar diante de um Deus feito menino.
Hoje, outros povos continuam a chegar do Oriente, trazendo consigo a esperança de um futuro melhor e a riqueza das suas tradições. Porém, nem sempre encontram o espaço que outrora Belém ofereceu aos Magos.

Cena 7 | Um Coração puro

7.º H | 9.º D | 9.º F

O estábulo onde Jesus nasceu era um lugar rude, escuro e, provavelmente, malcheiroso. Nada ali brilhava, nada parecia digno de um rei.
Hoje, o nosso coração e a nossa casa são, muitas vezes, esse estábulo: um lugar imperfeito, nem sempre limpo, marcado por fragilidades e sombras que preferiríamos esconder, mas é no meio da nossa vida real que Jesus continua a escolher nascer — fazendo da nossa pobreza o seu abrigo e da nossa noite a sua estrela.

Cena 8 | De Coração aberto

8.º G | 9.º E | 9.º H

O Natal acontece quando abrimos as portas do nosso coração, deixando transbordar a luz que recebemos do Menino que nasceu. É em cada sorriso oferecido, cada lugar partilhado, cada perdão concedido ou no tempo dedicado ao próximo que o Presépio se atualiza e ganha vida.

Epílogo

Jesus nasceu, Jesus nasce, Jesus nascerá. Todos os dias. Sempre.
Nasceu em Belém e nascerá em cada lugar onde habite o seu mandamento:
Ama o próximo como a ti mesmo!

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