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“Poema nítido e complexo”

Maria Brito Na transição da unidade dos contos para a unidade dos poetas contemporâneos, no momento final de uma aula em que refletimos sobre a importância da memória e da imaginação na construção da nossa identidade e na compreensão do nosso percurso existencial, desafiei os alunos a escreverem um texto dirigido ao seu “eu” do passado ou ao seu “eu” do futuro, com total liberdade criativa. Surgiram alguns textos muito bonitos e interessantes, um deles foi o da Maria Brito, que aceitou partilhá-lo! (Cláudia Vale) Nítido e complexo… Uma imagem sem nexo Cujo sentido desvanece À medida que se cresce Olha para mim E de mim para ela olho Sorriso que se esboça Distância que a afasta Ar de quem procura No futuro que defronta O nada que é tudo A certeza que está pronta Aceno na sua direção Olhar de prontidão Enquanto se esvai no ar Para outro lugar Para onde há esperança, Memória de criança. Maria Brito, 12.º T5

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