Estes três anos também nos ensinaram lições que nenhum manual de matemática ou português consegue explicar. Ensinaram-nos que errar faz parte e que é essencial, que uma nota não define ninguém, mas sim o esforço que fizemos para a obter. Ensinaram-nos a ter empatia pelos outros e um olhar atento. Crescemos muito. Mesmo muito.
Bom dia a todos os presentes: professores, alunos do sétimo e do oitavo anos, mas acima de tudo, a nós, os finalistas deste percurso marcante.
Olhar para esta igreja, com tantas pessoas, e pensar que alguns de nós daqui a uns meses estarão a entrar no secundário é difícil de imaginar. Ainda nos lembramos tão bem do dia em que subimos pela primeira vez aquelas escadas sem fim até ao sétimo. Éramos mais pequenos, não só em altura, mas também em maturidade. O 3.º ciclo parecia uma montanha-russa gigante à qual nos teríamos de adaptar, mas aqui estamos, hoje, vivos e cheios de memórias que nunca esqueceremos.
Aprendemos a apoiar-nos como turma, a crescer juntos, com alegria e risadas, mas também com momentos mais difíceis que nos fizeram chegar aqui hoje.
Não podemos deixar de falar dos desdobramentos que pareciam não ter fim, dos nossos queridos sudokus, das visitas de estudo e da nossa espetacular viagem a Paris. 7.º e 8.º anos aproveitem esta viagem ao máximo! Passou a correr, mas foi uma das melhores semanas das nossas vidas.
Construiu-se assim uma cumplicidade única que apenas o 9E consegue perceber e amizades que levamos com certeza para o futuro.
No entanto, não houve só momentos perfeitos, houve altos e baixos, como tudo na vida. Houve dias em que quisemos desistir, não queríamos ouvir os professores e só desejávamos que os testes acabassem, mas o que nos fez crescer foram esses dias difíceis, pois aprendemos a carregar o peso juntos.
Estes três anos também nos ensinaram lições que nenhum manual de matemática ou português consegue explicar. Ensinaram-nos que errar faz parte e que é essencial, que uma nota não define ninguém, mas sim o esforço que fizemos para a obter. Ensinaram-nos a ter empatia pelos outros e um olhar atento. Crescemos muito. Mesmo muito. Por isso, para os que ainda não chegaram ao nono, não tenham pressa. Aproveitem cada dia como se fosse o último, com alegria, brio e humildade, e nunca se esqueçam de quem caminha sempre ao vosso lado: Jesus.
Nuca iremos esquecer as aulas de francês com a professora Susana Araújo em que as palavras que vamos levar connosco são “alor” e “gente gira”, dos lanches nas aulas de história onde éramos chamados de “lindinhos da stora” pela nossa querida professora Sofia Lopes, das aulas de português e de matemática onde nós, enquanto turma, valorizámos o esforço diário dos nossos professores Nuno Santos e João Madruga que fizeram destas disciplinas um grande interesse nosso, do professor e coordenador de ano Max que faz com que cada pessoa se sinta especial e importante à sua maneira, do professor Diogo Santos que, com a sua personalidade única, nos fez tantas vezes rir com as bolinhas do WhatsApp, da professora Inês de Matos por eternizar no 9.ºE o famoso “treco lareco” que, infelizmente, nem sempre conseguíamos evitar e, por último, um obrigada especial ao nosso diretor de turma, professor David Rodrigues, por nos orientar sempre, sobretudo quando as nossas decisões não eram exatamente as melhores, e a todos os outros professores que, à sua maneira, nos ajudaram a crescer e a sermos as pessoas que somos hoje.
Obrigada a todos!





